quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Nirá Refogada

Ela aparenta ser uma cebolinha, mas, na verdade, a nirá nasce de um bulbo que se assemelha ao alho, sendo conhecido como alho japonês. Muito consumida pelos orientais, principalmente pelos japoneses, e conhecida pela sua propriedade de antibiótico natural, são diversas as suas formas de preparo: crua como patê, refogada, na forma de sumo para desintoxicar ou como cataplasmas para cicatrizar cortes pequenos ou profundos.

Em casa, graças à minha mãe, Vera Viana, como desde criança e nunca falta na minha geladeira. De boa durabilidade, é só lavar, secar e colocar em uma vasilha fechada, durando até duas semanas. 

Quando ficam mais velhas, para melhor aproveitamento, pica-se bem fininho e mistura-se com missô e tahine. Dessa forma, ela ficará na geladeira por um bom tempo, sendo ótima para consumir com arroz integral, com tofu cozido ou no chapati de arroz. 

Continuando a série de verduras rápidas e fáceis de se preparar, como o moyashi e a taioba, hoje é a vez da nirá refogada. 






INGREDIENTES:

- 1 maço de nirá (alho japonês)
- óleo de girassol (para untar)
- 1 colher de chá de óleo de gergelim torrado
- 1 colher de sobremesa de shoyu (pode variar dependendo do tipo utilizado)

MODO DE FAZER:

Primeiramente, deve-se lavar bem a nirá, principalmente na parte próxima à raiz, onde se acumulam resíduos de terra.

Em seguida, picar a nirá em pedaços de aproximadamente 2 cm, conforme foto abaixo:




Aquecer a frigideira e colocar um fio de óleo para untar, adicionando a nirá picada.



Deixar cozinhando, mexendo, vez ou outra, para distribuir bem o calor e homogeneizar o cozimento. Assim que a nirá murchar um pouco, está cozida. Então é a hora de acrescentar o óleo de gergelim e, na sequência, o shoyu, misturando-o. Provar o sal e, se necessário, acrescentar mais um pouco de shoyu. 



Pronto! Agora é só servir de acompanhamento da sua refeição.

Não demora nem 5 minutos...

Bom apetite!



DICAS:
1) A nirá não deve cozinhar demais. O ponto é ideal é temperá-la assim que perde a crocância que tem quando está cru.

2) Se a nirá estiver um pouco mais fibrosa, o ideal é cortar em pedaços menores.

3) Também existe um tipo de nirá chamado de hana (flor em japonês) nirá, pois tem uma espécie de flor na ponta da haste (um pouco parecida com a ponta do aspargo, mas bem mais fininha). O modo de preparo é bem semelhante, embora esse segundo tipo seja um pouco mais durinho.

4) A quantidade de sal varia de um tipo de shoyu para outro. Por isso, não há como informar a medida certinha. Outra questão importante, é procurar um shoyu de fermentação natural e sem a adição de açúcar, glutamato monossódico e/ou corante. Pois é... Hoje em dia, é necessário ficar de olho nos rótulos! Sugestões: Kikoman tradicional e Daimaru. Segue abaixo as fotos do óleo de gergelim e do shoyu utilizados.




5) O único ponto negativo é que, eventualmente, a nirá atrai moscas. Em apartamentos, isso é bem raro, mas pode acontecer.


Créditos:http://www.tampopogourmet.com.br/2014/07/nira-refogada.html#more
Créditos:Tampopo Gourmet,Por Maíra Hanashiro

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